terça-feira, 20 de março de 2018

Questões Freudianas: normal e patológico; relação entre teoria do progresso histórico e maturação individual na psicanálise; o que é o Super-Ego





Questões Freudianas: normal e patológico; relação entre teoria do progresso histórico e maturação individual na psicanálise; o que é o Super-Ego


Em Freud temos a constituição do aparelho psíquico em três instâncias chamadas de inconsciente, pré-consciente e consciente, que mais tarde deram lugar ao ID, EGO e SUPEREGO. As primeiras posições estavam marcadas pela crença topológica, ou seja, um lugar onde isso acontecia. A não resposta a todas as situações observadas pro Freud, levaram-no ao entendimento que existe um aprofundamento nessa descoberta. Tida como centro investidor do prazer e que necessita de descarga imediata, de satisfação imediata, o ID é o que tem o protagonismo primeira parte da infância, esta estruturada em três fases bem distintas: a oral, anal e a fálica. Essa fonte de prazer imediato e sem consequência, o ID, o qual, pelo desenvolvimento do sujeito, pelas percepções externas, molda um EGO, que é a parte “corporal” do ID, o elo entre o interior e exterior do sujeito, sendo apenas uma pequena camada na estrutura do ID. No decorrer desse desenvolvimento, no final da fase fálica, onde auto-erotismo deixa de existir, em função de um erotismo, ou seja, na resolução do Édipo, o processo anterior de “aprendizado”, os recalques, passam a habitar um lugar especial chamado de Super-Ego, que é a reserva “moral” do sujeito. Nessas três instâncias dinâmicas, o estudo inicial de Freud aponta a seguinte relação: o ID é totalmente inconsciente; O EGO, é inconsciente, pré-consciente e consciente e o SuperEgo, também inconsciente.
Essa estrutura se mostra em três tipos diferentes e não comunicantes: A Neurose, a Psicose e a Perversão.
A Neurose se mostra na histeria, nas fobias e nas obsessões, sendo esta um conflito existente entre o EGO e o ID, ou seja, a Neurose é uma resultante da situação da Libido, energia de caráter sexual, relacionada a ocorrências não totalmente recalcadas, sendo que a parte não recalcada se mostra como sintomas. As obsessões são sofrimentos do pensamento consciente; as fobias, é o sofrimento em relação ao mundo externo, o qual em suas representações passa a ser uma situação ameaçadora; já a histeria é o sofrimento do corpo. Mas não devemos nos esquecer que esses três tipos de neurose têm como objetivo comum substituir um gozo inconsciente e perigoso por um sofrimento consciente e suportável.
A Psicose se mostra na alucinação, enunciada na esquizofrenia, na paranoia e na melancolia. É fruto de um conflito existente entre o EGO e o SUPER-EGO, cuja característica principal é o não respeito a Lei, entendida aqui a ação do Super-Ego.;
A Perversão se mostra no fetiche, tendo como agir o sadismo e seu par complementar, o masoquismo; no voyerismo e no seu par complementar, o exibicionismo. Em linhas gerais, podemos dizer que o neuróticos vive o peso da Lei do Super-Ego; o Psicótico, não reconhece essa Lei e faz a “foraclusão” do nome do Pai, ou seja, segundo Lacan, não entra na solução do Édipo. Já o Perverso, é o transgressor da Lei – reconhece a castração mas se porta na sua superação: obedece ou não a Lei caso isso lhe cause gozo.
Na psicanálise, que se aplica somente ao tratamento da neurose, os conceitos de normalidade e patologia em Freud podem ser ditos que, o patológico é uma ruptura, uma quebra feita em acontecimentos que seriam resolvidos normalmente em um estado de normalidade; ou ainda, parte-se do conhecimento da manifestação patológica para tentar se descobrir onde a normalidade estaria. A Psicanálise admite que todos os sujeitos estão encarcerados de alguma forma em alguma patologia. Não queremos dizer aqui que o patológico seja o normal, isso não!, apenas que é uma condição que se apresenta.

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2) A relação existente entre o progresso histórico e a maturação do sujeito, está estabelecida no entendimento da filogênese e da ontogênese, onde se considera que a a filogênese se repete ou melhor enquadra o desenvolvimento progressivo e aperfeiçoador do sujeito. Na realidade, o sujeito adulto é mais aperfeiçoado que a criança. Freud segue então essa visão positivista, compreendendo a vida social a partir do desenvolvimento de três grandes visões do mundo, sendo a animista, a religiosa e a científica. Valeria então cada fase dessas, de forma aproximada, as etapas de desenvolvimento subjetivo, aplicado ao sujeito: o narcisismo primário, a experiência do desamparo (e a internalização da Lei social e a constituição da instância moral do SuperEu) e a fase de esboço de realização de expectativas de emancipação.

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3)O SuperEgo é herdeiro do complexo de Édipo, na medida que ele é o centro onde todas os recalques estão armazenados. Mas, para que isso tenha acontecido, temos que divagar sobre o homem: no momento que descobrimos que não pertencemos a parte intrínseca da natureza, temos o sentido do desamparo, na verdade, uma decepção. Tomamos consciência, então, que temos que nos moldar a um mundo onde imperam limitações aos nossos desejos de satisfação imediata. Sobressai-se ai a figura do Pai, como figura de toda a organização social, objeto de amor e ódio.
O SuperEgo é tirânico, na medida que visa enquadrar de forma não objetiva o sujeito aos rigores da ordem que é necessário ser obedecida em prol de viver em segurança no meio social. Portanto, o SuperEgo, formado pelo resultado do aprendizado que nos é submetido em nossa infância, ou seja, na colocação dos limites a nossa ação em relação ao meio que vivemos, nos age como censor.
As relações sociais são feitas entre sujeitos inconscientes com sujeitos inconscientes, tendo como base o montante de recalque que cada SuperEgo teve como ordenação. Portanto, no processo de desenvolvimento do sujeito, primeiro se afigura a figura parental como o Grande Outro e depois, os demais “Outros” de nossa vida, no reconhecimento da existências das figuras paternas, agora entendidas nos processos de Lei comum a todos.
Nas neuroses, o EGO está submetido a um SuperEgo ameaçador, da total proibição. Freud nos ensina que o EGO tem que estar no controle da mediação entre o SuperEgo e o ID (um ameaçador, outro intrusivo), ou seja, que o EGO seja o mestre da gerência do princípio da realidade, de forma que se estabeleça um princípio de normalidade a ser atingido na existência.

sábado, 10 de março de 2018

Educação e Humanização na Atualidade Modernizada






EDUCAÇÃO E HUMANIZAÇÃO NA ATUALIDADE MODERNIZADA



Jorge Generoso do Nascimento1



Então Javé Deus expulsou o homem do jardim de Éden para cultivar o solo de onde fora tirado (Gênesis, 2-3).”



Resumo: A humanidade encontra-se nos dias atuais dominada por forças e ações que ainda usam dos processos de negação da “humanização” como forma de apropriação dos resultados do trabalho produtivo; é proposto uma reflexão sobre essas realidades, bem como do advento da mediação dos meios virtuais na concepção social e a educação como mediadora da transição necessária em recuperar o homem a sua importância central humanizada.

Abstract: Humanity is today dominated by forces and actions that still use the processes of denial of "humanization" as a form of appropriation of the results of productive work; it is proposed a reflection on these realities, as well as the advent of the mediation of the virtual means in the social conception and education as mediator of the necessary transition in recovering the man its central humanized importance.

Palavras chave: Educação, humanização, dominação, transformação.

Key words: Education, humanization, domination, transformation.



1.Introdução


A aurora do homem começa em dois momentos. O primeiro, acontece nos processos naturais que o direcionaram na escala evolutiva, dotando-lhe dos meios biológicos necessários para o desenvolvimento da capacidade de ser senciente. Nesta fase que marca o início o segundo momento, adquire a capacidade de fazer ilações, e esta nova situação de vida permite a criação do que pode ser resumido no entendimento do que é “humanidade”, ou seja, o marco principal da sua capacidade
de não se submeter totalmente a ordem natural, como os demais membros da criação.
Esta nova situação, cujo início se perde na noite do tempo, tendo registros arqueológicos2 que permitem uma visão desse desenvolvimento, tanto nas diversas linhagens de hominídeos que surgiram, como naquelas que se extinguiram. Mas o resultado disso tudo, depois da invenção da escrita, é o resultado civilizatório ou não que vivemos hoje como herança, mas que teve um elemento organizador de sua estrutura, objeto de várias considerações de como se formou esse pensamento humano.
Com a invenção da escrita, a história, os atos e os fatos, passam a serem registrados, e a educação, antes uma simples transmissão de saberes, em particular relativos a sobrevivência, também cria, através da palavra e de seu registro, condições para pensar o seu existir, inovar.
Objetiva-nos aqui o contribuir no entendimento de como toda essa herança chega aos nossos tempos, como se processa hoje sua nova inscrição a vista do desenvolvimento tecnológico, do virtual e das forças que se valem disso, ou seja, na modelagem do que se entende por “humanização” e de sua alma preletora, a educação.
Para tanto, examinaremos constituições filosóficas disponibilizadas sobre a nossa era, bem como suas ilações sobre a nossa linha estruturante e, no final, consideraremos sobre a Educação e a Humanização no tempo que vivemos.

2. Fomos constituídos fora do Jardim do Éden?

A metáfora da expulsão do homem do Jardim do Éden não pode deixar de ser interpretada também a luz da organização do homem em suas relações sociais, a partir da organização do trabalho, que estrutura essas mesmas relações sociais3. Ou seja, recorremo-nos ao pensamento marxista, onde nos é lembrado que, se a lógica dialética é permeada no movimento do pensamento, o fator material da história é permeado de como os homens se organizaram em sociedades no seu desenvolvimento natural, e como isso se relacionou construidamente durante essa mesma existência. No pensamento Marxista, esse relacionamento é entendido dentro de uma categoria centralizadora, que é o trabalho, considerado muito além do simples do seu senso comum de produção ou transformação, mas sim na sua situação filosófica que amplia em muito o entendimento, sendo no meio dos homens a sua atividade vital, vitalizadora, centralizadora desse sentimento de humanidade. O trabalho entendido em Marx é o que garante a sobrevivência pela qual a humanidade conseguiu produzir e reproduzir a vida humana. Na metáfora, organizamos nossa civilização quando nos separamos de forma acentuada dos ciclos naturais, ou seja, da simples coleta para a produção de excedentes.

3. O Educar e a Educação.

Ou a educação e o educar? Educação, como bem expressado no material de apoio do curso EAD UFES-ES, 4 “... Provisoriamente poderíamos dizer que ela, a educação, é uma atividade mediante a qual os saberes, conhecimentos e valores inventados pelos homens são transmitidos.” e em outra ilação a partir da consideração de que o que produzimos como saber não tem caráter de eternidade, mas sim, de uma transitoriedade que é o tempo que se presta a ser resposta a uma situação exigida no decorrer em dado momento da história, e também de que a novidade só pode ser concebida baseada na herança de conhecimentos recebida,

..Talvez agora possamos acrescentar um componente novo à definição de educação sugerida anteriormente. Ela não é apenas transmissão do legado passado, mas preparação para a criação, para busca de caminhos novos a partir dos desafios do presente.”.


Não podemos deixar de inferir que, não houvesse o processo da educação, a humanidade não teria existido como a conhecemos hoje. O “educar”, tomado como ato, promove a educação, abarcando todos os processos que almejam fazer transmitir, difundir os conhecimentos, padrões de comportamento, tendo então como final a continuidade da cultura de uma sociedade. Ampliando essa consideração, educar é socializar, contribuindo na capacitação do indivíduo viver na sociedade, deste a sua infância. Por fim, é também estimular o sujeito nas suas capacidades, sendo o suporte para a produção e a transmissão de conhecimento.

4. Humanidade e humanização.

A humanidade é a reunião do que se apresenta inerente a natureza humana, reconhecida na benevolência, respeito no trato com outra pessoa, e, principalmente, quando se refere a aldeia humana, hoje composta por cerca de oito bilhões de indivíduos, distribuídos de forma desigual na face da terra, mas tendo como características relevantes o seu fracionamento em nações, essas cada uma com sua língua, costumes e cultura próprias. Humanizar, portanto, refere-se ao enquadre do sujeito humano nessa humanidade, e desumanizar, refere-se a extração do homem das práticas de humanidade.
Nesse caminhar da humanidade, os aspectos escolares e não escolares de educação, do ensino e do treinamento, estão sujeitos a cargas de poderes e forças que as moldam de acordo com suas orientações ou respeito humanizadores ou não. Mas devemos reconhecer que essas cargas e forças são políticas, e política pode ser entendida como a consciência dessas forças e cargas que exercemos ou sofremos, sendo essa a arena da própria da política.
Portanto, as ações humanas estão no âmbito das ações políticas, por serem carregadas de forças, poderes, sendo que a “humanização” se caracteriza nesse meio como força moderadora dessas forças, poderes.
Fica então impossível não considerar que a “educação” dentro dessa “humanidade” que tem seus valores como sede daquilo que entendemos como “humanização” é uma ação política, e que sob a influência desses poderes, forças, a educação pode ser emancipadora ou reprodutora de sistemas de opressão; podem produzir avanços e ações retrógradas

5. Considerações sobre a época que vivemos

Falamos no início que, segundo o marxismo, o elemento de clivagem das relações sociais, elemento esse centralizador, é o trabalho o qual, como semente, gera toda uma estrutura de acontecimentos no meio da sociedade. Também dito que o trabalho deve ser entendido no seu contexto mais amplo. Com consequência, devemos ter com pensamento que se a educação deve ser um meio de humanização, é o trabalho que deve aparecer como princípio educativo. E devemos como consequência, também examinar as contradições que são características da organização do trabalho em nossa sociedade, em particular a questão do desemprego estrutural, da divisão de classes no processo produtivo capitalista, que gera situações desumanizadoras.
Mas o que mais chama atenção nos dias de hoje é o progresso (não como fator humanizante ), das ciências, das descobertas e dos usos e reusos da herança cultural-científica da humanidade: a humanidade desenvolveu-se em meio a descontinuidades, não de maneira uniforme e, entretanto, a situação moderna e o como vivemos, fruto da chamada contemporaneidade, é distinta de todas as formas de ordem social já vistas e passadas pela humanidade.
Hoje há atores, como por exemplo, a imprensa, que tolda, molda, fica junta e misturada a todas as formas de manipulação, dentro de um contexto chamado de mundo globalizado, agindo na desrealização da humanidade a aqueles que se apegam a verdade matemática ou ao rigor do lúdico operado pela informática, ampliando a miserabilidade humana; essas tecnologias de virtualização, concebe um caráter de pseudoconcreto ao imaginário que preenche hoje o universo da humanidade.
Por conseguinte, o mundo hoje se reduz a passos largos ao sedutor, fascinante, ao mesmo tempo causador de terror, de caráter excludente e muito cruel, a qual tem como resultado o processo de “privatização” da riqueza nas mãos de poucos e a “socialização” da pobreza no restante.
Tudo isso é gerido por sistemas econômicos que dependem disso para a sua sobrevivência, no qual o capital associado a evolução da microeletrônica e informática, desnaturalizou todas as fronteiras geográficas, globalizou tudo, deste o emprego, capitais de ordem não produtiva direta, estes último, que circulam sem nenhuma barreira moral ou ética na dilapidação das economias nacionais alvos de seus ataques. Sobressai ai o mote neoliberal formatado na “nova era do mercado”, mostrado como a via central da sociabilidade humana transformada e apropriada no sujeito individualista e utilitarista.
Nesse aspecto, a educação e a formação profissional, que são também constituídas e constituintes das relações sociais, ficam cercadas nos ditames do economicismo do emprego e da figura da empregabilidade, eficiência, da eficácia, da competitividade, da produtividade, tudo distanciado da formação humana, humanizadora.

6. Conclusão

Aprendemos que a técnica é a extensão orgânica do homem, e nesse século isso se mostra de maneira avassaladora, assustadora. Mas, na consideração de sua raízes, Heidegger nos diz que “o produzir nos leva do ocultamento para o descobrimento” 5 . A questão da educação e da humanização na nossa época atual, produzidas como elementos estruturantes das trocas sociais, junto com o trabalho, que é a sua centralidade, também enfrenta os rigores de um inverno neoliberal que não produz ou reproduz a humanidade pelo efeito do trabalho, mas sim na sua redução ao produzir um homem para consumir seus próprios produtos e avanços. Além disso, ainda poderá ser discutida realmente, diante dos avanços da informática e seus poderes mediadores da chamada realidade virtual, se o trabalho ainda é o elemento centralizador das relações sociais, como acreditado em Marx.
Partindo do conceito que humanizar é colocar o homem e seu trabalho na centralidade do que se chama humanidade, esta o conjunto de todas as realizações – trabalho - de homens, respeitando-o na sua individualidade, na sua forma de pensar, na sua obra e no seu trabalho, e que desumanizar é a negação dos valores da moral, ética, bondade, respeito, o que temos hoje é apenas a remissão de um sistema que começou nos seus primórdios em um caminho de progresso baseado principalmente nos conceitos da desumanização, no momento que homens tomaram homens como escravos, como não libertos na sua condição de homens e, para tanto, criando sistemas e crenças que se tornaram a própria pedagogia da repetição exaustiva de modelos de opressão. Vemos isso hoje no fundamentalismo religioso, na questão da evocação constantes do moralismo, do preconceito, xenofobia, da perseguição por causa dos elementos constitutivos da sexualidade, tudo isso como forma de perpetuar a exploração, a escravização dos indivíduos aos sistemas econômicos que precisam “moldar” o homem as suas necessidades, ou seja, negar a humanização da humanidade, tratada aqui apenas pelo que pode responder pela arte laboral reduzida ao um sistema de classe de produção, e não no trabalho que mede, produz e faz aflorar toda a transformação das relações sociais em suas necessidades pensantes, evolutivas, progressistas, que caminha inevitavelmente no sentido de sua emancipação definitiva do ciclo natural. Para que essa última ocorra, ou seja, da existência do ser pensante, há necessidade de que tenhamos o homem desperto, de pensamento crítico, emancipado, que produza um educar e uma educação que não repita modelos de perpetuidade das dominações, mas sim, que se auto examina e permita e de condições para que suas concepções sejam atualizadas como resposta aos novos tempos em sua necessidade de liberdade, progresso constante, mesmo porque, na continuidade de tudo isso que ai está, com certeza esgotaremos todos os nossos recursos naturais, levando-nos a extinção através de guerras pela disputa de espaços e meios de subsistência e contaminações pela degradação do meio ambiente e redução da capacidade planetária em manter a vida como a conhecemos hoje. Portanto, que a educação não seja somente o meio para o tecnicismo, mas também e principalmente, que seja o elemento encorajador da humanização, “revelador e verdadeiro” do retorno do homem ao seu estado central na criação, fato distante das crenças neoliberais desse tempo que vivemos.
Realmente fomos constituídos quando expulsos do paraíso da coleta simples dos produtos da natureza para a sua domesticação, produção de excedentes e bens que simbolizam o montante da riqueza, tendo como forma de execução a própria desumanização do homem. Considerando o nosso futuro que se apresenta com riscos a nossa existência, não temos outra saída: ou temos uma educação descompromissada, desnaturalizada dos sistemas de dominação para uma situação de libertação que coloque em prática os valores da humanização, ou simplesmente nos extinguiremos como habitantes desse mundo, quiças deixando esse nicho para uma outra espécie que, depois de longo caminho de evolução biológica, tenha as condições de se humanizar como nós e faça escolhas mais corretas. A herança desse mundo, se não mudarmos, não será nossa!

Notas:
1.Graduado em Ciências Econômicas pela FACEC (Colatina-ES); Pós Graduado (créditos) em Auditoria Empresárial; pós graduado em Psicanálise Clínica; ex professor; ex-bancário com diversas formações na área de administração, recursos humanos, ética, custos, direito; ex-secretário municipal de Colatina nas área de TI e Controle e Orçamento e Controladoria Pública; cursando Especialização em Filosofia, Psicanálise e Educação EAD UFES-ES.

2. A Pré-História se divide em dois grandes períodos: a Idade da Pedra e a Idade dos Metais. Idade da Pedra - está compreendida entre o aparecimento dos primeiros hominídeos e mais ou menos 10000 a.C.. Para fin de estudo também se divide: Período Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada (do surgimento da humanidade até 8000 a.C.); Período Neolítico ou Idade da Pedra Polida (de 8000 a.C. até 5000 a.C.); Idade dos Metais (5000 a.C. até o surgimento da escrita, por volta de 3500 a.C.). Pré-História. Disponível em <https://www.todamateria.com.br/pre-historia-resumo/ >. Acessado em 02 de novembro de 2017.

3.Campos Pires, Marília Freitas. O materialismo histórico-dialético e a educação. Disponível em < https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/30353/S1414-32831997000200006.pdf?sequence=1 > Acessado em 02 de novembro de 2017.
 


4. Nunes, Antônio Vidal, Fundamentos filosóficos da educação [recurso eletrônico] . Vitória : Universidade Federal do Espírito Santo, Secretaria de Ensino à Distância, 2017. Disponível em < http://www.especializacao.aperfeicoamento.ufes.br/pluginfile.php/30537/mod_resource/content/1/material_didatico_fundamentos_filósoficos.pdf > Acessado em 02 de novembro de 2017
 

5. Heidegger, Martin. A questão da técnica. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000300006 >. Acessado em 02 de novembro de 2017.
 


Referencias:

-Brandão, Carlos Rodrigues. Humanizar é educar: o desafio de formar pessoas através da educação. Disponível em < http://www.aaparomeopolis.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/16/164/130/arquivos/File/4_HUMANIZAR_EH_EDUCAR.pdf > Acessado em 05 de novembro de 2017.

-Campos Pires, Marília Freitas de. O materialismo histórico-dialético e a Educação. Disponível em < https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/30353/S1414-32831997000200006.pdf?sequence=1 > Acessado em 02 de novembro de 2017.

-Nunes, Antônio Vidal, Fundamentos filosóficos da educação [recurso eletrônico] . Vitória Universidade Federal do Espírito Santo, Secretaria de Ensino à Distância, 2017. Disponível em < http://www.especializacao.aperfeicoamento.ufes.br/pluginfile.php/30537/mod_resource/content/1/material_didatico_fundamentos_filósoficos.pdf > Acessado em 02 de novembro de 2017.

-Pré-História. Disponível em < https://www.todamateria.com.br/pre-historia-resumo/ > Acessado em 02 de novembro de 2017.

-Significado de Humanização. Disponível em < < https://www.significados.com.br/humanizacao/ > Acessado em 02 de novembro de 2017.

WebQuest além e adiante....



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Daniele Sabrina Cherubino Simões
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Interrelações aluno, professor, técnica/tecnologia e mediação pedagógica na educação da atualidade



Podemos responder que interrelações  podem ser estabelecidas entre aluno, professor, técnica/tecnologia e mediação pedagógica  em contextos educacionais na atualidade?


Penso que primeiro devemos, como se diz no popular, dar nomes aos bois. Não quero ser o sofista aqui, mas acredito que é necessário um maior aprofundamento do papel de uma situação chamada “era da informática”. Como definição do termo informática, refere-se de forma ampla a ser um
“… termo usado para descrever o conjunto das ciências relacionadas ao armazenamento, transmissão e processamento de informações em meios digitais, estando incluídas neste grupo: a ciência da computação, a teoria da informação, o processo de cálculo, a análise numérica e os métodos teóricos da representação dos conhecimentos e da modelagem dos problemas. Mas também a informática pode ser entendida como ciência que estuda o conjunto de informações e conhecimentos por meios digitais.” ( 1).

Dai advém, por necessidade, também entendermos onde a informática está ancorada. Nesse aspecto, como um sistema, ela necessita de um meio sólido onde pode se ser “montada” em todas as suas necessidades.
Primeiro, sua parte física, manipulável, tocável, que chamamos de circuitos eletrônicos de processamento, meio computacional, o qual é formado por peças e artefatos movidos por energia elétrica, que permitem a entrada, processamento e armazenamento dos fluxos de várias instâncias (voz, texto, imagens) que são transformadas em dígitos representados em unidades chamadas de Bit, Byte, organizados dentro uma “gramática” própria chamada de “hexadecimal”, e sua entrega em informações úteis. Além disso, esse processado todo é tocado por uma alma chamada de “programa”, que também é representado de números transformados em uma linguagem computacional, e tem a capacidade de executar formulações/resolver situações lógicas, previamente capacitados sob o nome de “programação. A esse programa, chamamos de Software do Sistema Operacional.Por fim, temos os utilitários, na forma de executáveis, os quais respondem as mais diversas necessidades humanas, de um simples texto a viagem até Plutão e além.
Isso causou uma revolução? Não, isso é a “própria revolução” (Levy, 2012)(2), não por que tenha aumentado os nossos conhecimentos, mas porque elevou ao estado de arte a questão da difusão de tudo, absolutamente tudo, além de causar um rearranjo geral nas organizações, tanto a nível econômico e financeiro, nas relações humanas, no tocante a escola, a mídia empresarial e como as empresas estão se comunicando com o seu público de interesse.
Causa algum espanto a afirmação do mesmo Levy que a escola perdeu a hegemonia do ensino (3) a partir disso, mesmo porque seus estudos datam de publicação de 1999, e pensamos que naquela época, era mais uma profecia do que uma constatação, haja vista que hoje a escola se apropriou dessa tecnologia e se consolidou de forma impar na divulgação da atividade acadêmica ao nível de hoje estarmos fazendo esse curso. Mas isso decorreu no momento que a generalização da informática permitiu que se estabelecesse o questionamento se educação, tomada como uma universalidade, era um direito ou uma mercadoria do cidadão, direito esse garantido e fornecido a sua execução pelo Estado. Questão ainda não resolvida na discussão acadêmica, mas que já se impôs através de políticas públicas, em geral de governos distanciados com os reais donos do poder, como agora observamos no pais. Para consolidar esse acontecimento as forças econômicas há muito tempo já cobrem esses nichos econômicos emergentes em graduação, como também nos seus graus posteriores, tanto por grupos empresariais nacionais como estrangeiros através de sistemas digitais,sobrando para o Estado o ensino fundamental, quando muito, o técnico. Nunca a educação esteve tanto às mãos, com ou sem qualidade, dependendo de onde é ministrada (4), mas que, no seu bojo, traz uma realidade horrorosa, que é a seu extrato de “mercado”. Por isso, causa mesmo pavor a declaração corroborativa do deputado federal pelo estado de São Paulo Nelson Marquezelli, que afirmou que “quem não tem dinheiro não faz faculdade” (5).
Mas referindo-se a entrevista do Filósofo Levy, considerada nesse curso como assunto de interesse, o que desprende dele é o ufanismo que trata a revolução causada pela informática. Não questiono isso, mas sou obrigado a considerar quem ou o que essa revolução “libertou” ou inseriu no mundo da informação, mesmo porque, parece-me que há uma confusão nos conceitos, pois a informática nada mais é do que aplicação em um meio daquilo que sempre foi executado de forma manual. A revolução tecnológica dos computadores, em termos mais vulgares, já que o computador é só uma parte disso, inobstante ser a mais visível, foi a ser o novo quadro negro, giz, livro, cinema, televisão, grupo de discussão, estúdio de televisão, estúdio de rádio.…, pois a matriz fundamental dessa revolução foi popularizar tudo isso, com a pretensão do novo, entendido aqui, como uma remodelação do velho, mas não obsoleto (6). Como já disse em outra discussão, uso regularmente tudo que me é disponibilizado pela tecnologia, mas ainda tenho o caderno e uma caneta tinteiro para uso!
Por isso que não entendo aquele ufanismo, que soou mais como uma mistificação, um “deus ex-machina” !!! A técnica, já estuda em outro fórum, foi tida como a extensão orgânica do homem, mas também como seu simulacro. Ora, a discussão centrada naquele episódio era sobre a desumanização e a humanização nesse processo da técnica. O que a era cibernética nos humaniza ou não?
Podemos entender que a era da informática ampliou a nossa capacidade de transmitir, armazenar informações, além de nos ajudar, como qualquer microscópio de um laboratório, a pesquisar, facilitar com sua velocidade a ilação, cumprindo então sua função verdadeira que é liberar o pensamento o mais possível da incumbência do manual em seu processo, de forma que isso abra caminho a ilações mais complexas com resultados mensuráveis em tempo exíguo.
Por isso, não aceito nenhuma mistificação com relação a isso, como se isso tivesse criação e alma própria: tudo que vemos hoje é resultado da aplicação de conhecimentos da física em cima de inventos que lhes permitiu isso, como a válvula inventada por Lee De Forest em 1907 (transformando-o no “pai do rádio”) (7), do transístor eletrônico, inventado nos Laboratórios da Bell Telephone por John Bardeen e Walter Houser Brattain em 1947 (8), dos capacitores, resistores, indutores (bobinas), fruto da pesquisa científica de vários físicos (Michael Faraday, inglês, Joseph Henry, norte-americano), além da invenção do tubo de raios catódicos, que nos deu o raio-x e a televisão. O que louvamos foi a capacidade dos cientistas e pesquisadores que nos legaram tais maravilhas, e são comumente esquecidos, como foi o genial inglês Alan Turing, morto em 07 de junho de 1954 por aludido suicídio, causado provavelmente por questões psicológicas decorrentes de sua humilhação sofrida constantemente por sua condição homossexual (9).
Feitos os devidos entendimentos preliminares necessários, em particular uma sentida mistificação, podemos agora então questionar o “Com base no texto "Um caso na Cibercultura" que interrelações podem ser estabelecidas entre aluno, professor, técnica/tecnologia e mediação pedagógica em contextos educacionais na atualidade?”.
Primeiro, dizer um não a qualquer mistificação da informática!!! Isso é fundamental, na medida que ela é uma poderosa ferramenta que contém em seu bojo, como já dito acima, o quadro-negro (lousa), o lápis, o caderno, a câmera de televisão, a transmissão, o arquivamento, a difusão, a própria televisão, o telefone, a videoconferência. Ora, os recursos da informática colocado as nossa disposição tem a virtude de ampliar todas as nossas capacidades no tocante a pesquisa, aferição de resultados, automatização de processos e sistemas, liberando-nos para a atividade criativa, da inquisição de novos saberes, da pesquisa e do nosso aperfeiçoamento pelo acumulo de novas opiniões e experiências.
Nesse aspecto, trata-se de um processo constante na migração de práticas sociais em formato presencial para práticas on line, virtuais, não entendido aqui como uma forma que radicalizará o abandono ou mesmo rejeição desvalorizada das práticas sociais presenciais (off-line) para práticas virtuais (online). Isto, no entanto, não deve ser
entendido de forma como abandono, rejeição ou desvalorização de práticas presenciais.
Essa interrelação estabelecida entre esses atores (professor, aluno e tecnologia), deve ser a superação de apenas consumo de informações e conteúdos, mas para a sua própria produção (10). Então, a modernidade da web, que é o sinônimo maior de conexão nos nossos dias, não deve ser medido pela velocidade de acesso, mas sim pelas práticas sociais e educacionais a serem desenvolvidas nela, na medida que deixamos de simplesmente ouvir, para também falar, produzir, inquerir, questionar e nisso, no seu bojo, aprofundar as dicussões das sociais, tanto as levantadas, como as que surgem na nossa inscrição do real, sendo debatidas, inteiradas, apontadas.
A escola tem que se apropriar cada vez mais dos recursos colocados a disposição da sociedade, não porque perdeu a hegemonia do ensino, mas exatamente porque ela é a grande amplificadora da discussão, da geração de conhecimento, da mudança e da evolução e, principalmente, da liberdade! A essa questão, não podemos responder com a sua privatização para uma classe de eleitos, mas sim que atinja todos os que estão conectados.
Por fim, seria interessante que a escola também encampasse a discussão da seguinte situação: se realmente a era da informática causou toda essa revolução falada por Levy, e se todos nós somos unânimes quanto a isso, porque, e porque mesmo, não temos hoje a realidade de vivermos realmente na “aldeia global”?


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(1) Informática. Disponível em < https://pt.wikipedia.org/wiki/Informática > Acessado em 18 de setembro de 2017.

(2) As Formas do Saber - Pierre Lévy, entrevista. SescTV. São Paulo. 2012. Disponível em < Clique aqui!!!
>. Acessado em 18 de setembro de 2017.

(3) Ibdem.

(4) A educação é direito do cidadão não uma mercadoria. Disponível em < http://caiohostilio.com.br/2011/04/18/educacao-e-direito-do-cidadao-e-nao-mercadoria/ >. Acessado em 18 de setembro de 2017.

(5) Quem não tem dinheiro não faz faculdade”, diz deputado a manifestante. Disponível em < http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/quem-nao-tem-dinheiro-nao-faz-faculdade-diz-deputado-a-manifestante/ >. Acessado em 18 de setembro de 2017.

(6). É interessante observar o sinal sonoro que alguns telefones celulares emitem no recebimento de chamadas telefônicas, pois além dos “jingles” musicais, ainda cabe o sinal de “campainha” dos antigos telefones de mesa!

(7) Lee de Forest. Disponível em < http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LeeDeFor.html >. Acessado em 18 de setembro de 2017.

(8) Transístor. Disponível em < https://pt.wikipedia.org/wiki/Transístor >. Acessado em 18 de setembro de 2017.

(9) Sua história bem ou mal contada, foi mostrada no filme “The Imitation Game” (O Jogo da Imitação). A Wikipédia traz uma bem montada história do Gênio Matemático, disponível em < https://pt.wikipedia.org/wiki/Alan_Turing >. Acessado em 18 de setembro de 2017.

(10) Questões de comunicação na era digital: tecnologia, cibercultura e linguagem. Disponível em <http://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RE/article/viewFile/457/pdf_239 >. Acessado em 18 de setembro de 2017.












Relação com as tecnologias no cotidiano







Relação com as tecnologias no cotidiano

Nasci 27 dias depois do lançamento do Sputinik ao espaço (lançado em 04 de outubro de 1957) pelo governo da então URSS, quebrando assim a chamada hegemonia da civilização norte-americana. Dai as vertentes do desenvolvimento tecnológico se desenvolveram mais do que nunca, em atenção às necessidades da chamada corrida espacial. Portanto, vivi nessa transição de uma cultura onde havia o pai que trabalhava, a mãe que cuidava do lar e nós que sonhávamos ser astronautas ou cosmonautas, nome aplicável de acordo com as crenças políticas (capitalistas são astronautas; comunistas, cosmonautas!) para um mundo altamente tecnológico.
Ao lado de toda a revolução social que ocorreu, desde o “É proibido proibir” francês, o Woodstock norte-americano, ditadura militar na América Latina, também vi o aparecimento dos relógios sem corda, movidos a energia cinética; os movidos a baterias internas; do sumiço e reaparecimento dos ponteiros nos relógios, enfrentando com garbo os chamados “digitais”; do sumiço das canetas tinteiros (uso uma até hoje!) pelas “esferográficas”; das calculadores eletrônicas com visor; de uma coisa que só acessávamos através da ficção científica exploradas nos filmes da cultura SyFy – computadores!! Adquiri o meu primeiro computador pessoal, um TK-2000, que aceitava duas programações: Assembly e BASIC. Mas, como um rio poderoso, já tínhamos encadeado várias novidades na atualização de outras tecnologias já existentes, como a televisão em cores, câmeras portáteis de cinema, e toda uma facilidade de objetos com as mais diversas funcionalidades tanto para facilitar como infernizar a vida de qualquer um.
Utilizo com regularidade todas as inovações que aparecem, na verdade, nas adaptações que aparecem, pois tudo está baseado em princípios físicos modulados ou controlados por circuitos onde temos válvulas, transístores, diodos, capacitores, resistências e bobinas elétricas: isso resume nossa tecnologia, a qual está embarcada em tudo que é possível hoje. Portanto, não tenho medo do progresso da técnica, mas acredito que ela passa por um processo que indica seriamente a nossa falta de controle sobre seus efeitos e ações paralelas. Serve para nos aproximar, mas também responde perigosamente aos nossos desejos de distância dos outros. Hoje uso telefone celular, uma batedeira de pães e bolos com controle eletrônico, forno de micro-ondas programável; fogão e forno com temporizador, televisão dita “smart” → penso que o Q.I. dela não seja tão alto assim! e um veículo com o tal “computador de bordo”, que nos ensina a economizar combustível e diz, milagrosamente, como está a temperatura externa, além de monitorar todas as funções do motor e demais sistemas do veículo, indicando luz amarela para alguma má função ou vermelha, que não representa boa coisa!
Mas o rei do uso é sem dúvida aquele que se apropria de todas as facilidades da chamada modernidade digital: o todo poderoso computador, o qual, sem ele, provavelmente não estaríamos cursando essa especialização com tal riqueza de facilidades de comunicação e pesquisa!
Mas, observo, que ainda privilegio o encontro pessoal: a técnica para mim é um meio, não um fim no meu encontro com o outro!.




Afetos em São Tomas de Aquina e na Psicanálise

Afeto em São Tomás de Aquino e na Psicanálise “ Nada há no intelecto que antes não tenha passado pelos sentidos” (São Tomas ...