sexta-feira, 4 de maio de 2018

Hedonismo!!!!!


Do Hedonismo.

Inobstante o primado do prazer/desprazer hoje ser elegantemente conhecido, a sua questão fundamental esteve ligada ao entendimento do Hedonismo, palavra que nos é atual, mas originada na civilização grega (de “hedonê” → prazer, vontade ), a qual filosoficamente é entendido como sendo o prazer o maior bem da vida humana. Surgida também na Grécia, essa filosofia é bem representada em Aristipo de Cirene.
Na atualidade, a filosofia utilitarista tenta se firmar em uma pensamento mais abrangente, entendendo que o prazer na seu entendimento de felicidade deve abarcar o maior número de indivíduos.

Mesmo com antagonismos muito bem delineados, ocorre do hedonismo ser confundido com o epicurismo, entendendo este que o hedonismo tem a necessidade de ser regido pela razão, o qual se moderará.
O hedonismo na filosofia é melhor entendido por Aristipo de Cirene, que foi contemporâneo de Sócrates, o qual via dois estados da alma: o prazer como um movimento moderada do amor e a dor, como um movimento agressivo do próprio amor, distinguindo ele o caminho da felicidade como a busca constante do prazer e da diminuição da dor.
Na nossa civilização atual a partir de sua modernidade, La Mettrie, iluminista francês, atualiza o hedonismo e Sade o radicaliza levando-o ao amoralismo, cambiando o ideal de serenidade em frieza no trato com outras pessoas.
Devemos também diferenciar o egoísmo hedonista, buscado somente pelo indivíduo para o seu próprio deleite do hedonismo universalista (utilitarista) que visa ser o hedonismo colocado a todo, o que leva aos sistemas modernos a crença que a base moral e das leis é a maior felicidade para um maior número de pessoas, centrado no fato de poder um máximo de utilidade com um mínimo de restrições pessoais, o que leva ao entendimento do direito como uma simples moral do útil coletivo. Mas ao lado desse quantitativo, ou seja, do quanto mais, também é assumido um critério de qualidade, representado em uma argumento que cada indivíduo tem sua atenção voltada para a procura do bem e a riqueza evitando o mal e a miséria (Stuart Mill).

Em Condillac

Não fica portanto difícil entender que o movimento até Condillac, o qual em sua metáfora da estátua de mármore que pouco a pouco se abre as sensações através de seus sentidos, que ao observar estados atuais em comparação com estados passados, sob o a perspectiva do que é prazer/desprazer, pode mesmo ser comparada a caminhada da humanidade na sua própria descoberta, quando através dos séculos, em função das descobertas dos sistemas naturais através da experiência sensorial, indica as suas faltas e seus movimentos em busca de se preencher isso.
Essa tomada de conhecimento através dos sentidos e a comparação pelas repetições é o motor que nos faz caminhar no sentido de se buscar o prazer e se evitar o desprazer. É de se admitir também que o prazer não seja uma alternância ao desprazer, mas em Freud, é exatamente a ausência do desprazer.
Dessa forma, não ha se estranhar o primado do prazer/desprazer na atualidade, em que valores do hedonismo se multiplicam em uma velocidade assustadora, tendo como consequências a própria devastação do meio ambiente como consequência imediata e necessária. Ficamos na lembrança do hedonismo epicurista que ansiava pela moderação, hoje podendo nos ver nas tentativas da reciclagem, uso racional dos recursos, preservação, entre outros. Não devemos questionar Condillac e os demais por nos abrir esse “sistema”, ou seja, o primado do prazer / desprazer sobre os demais, como ter causado no mundo uma desregulamentação moral e mesmo um afrouxamento nos nossos recalques (para vivermos em sociedade), transformando o hedonismo mesmo na primazia do ID sem nenhum freio do SuperEgo. Não, haveremos de entender que acima disso, pela nossa própria capacidade de fazer ilações sobre as sensações em suas repetições e dai raciocinar, como nos coloca Condillac, essa é exatamente a medida que nos permitirá existir enquanto espécie exatamente por darmos atenção aos sentimentos e sensações que nos são prazerosos na manutenção de nosso bem último buscado que é a própria vida!

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